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O ADEUS A HENRIQUE NICOLINI

06/09/2017


Na segunda feira 14 de agosto de 2017, logo pela manhã, estava me preparando para auxiliar o Prof. Nicolini e a Solange na preparação do Boletim, quando surpreso recebi por watsapp a notícia do falecimento do nosso amigo e viga mestra, não só do nosso Panathlon Club São Paulo, mas, sobretudo, do Movimento Panatlhético Nacional e Internacional. Parei meditando no quanto havíamos convivido, trabalhando para o fortalecimento do panathletismo, lembrando que a trajetória do Prof. Nicolini se confundia com a própria história do Panathlon no mundo. Por alguns momentos perdi o chão não conseguindo redigir uma única linha e minha memória apenas repisando o dia em que modestamente adentrei ao Panathlon e ele, gradativamente, foi me introduzindo no universo maravilhoso do esporte. Ainda quieto, assimilando o impacto da infausta notícia, lembrei também que ele em alguma ocasião me dissera que eu era não um amigo, mas um irmão. De fato, pela minha idade não poderia tê-lo como um pai postiço, como o considerava o Cel. Correa, mas sempre tivemos inúmeras afinidades: assiduidade no trabalho; gosto sem fim de escrever (inclusive tivemos publicação conjunta) e, sobretudo, um amor incontido pelo Panathlon.
Passado esse momento de torpor frente a inexorabilidade do evento que é a morte, fui com a Ivane ao Cemitério do Morumbi e ali o vi como que serenamente adormecido no sono eterno (assistido por sua companheira Lillian que como ele próprio disse, talvez no último texto que escreveu para ser lido na festa de aniversário dos 43 anos do Panathlon Club São Paulo “ela é uma parte de mim”, das filhas, demais parentes e amigos) aparentando uma fisionomia que ostentava há quarenta e três anos atrás quando a frente de dez outros esportistas fundava, a 07 de agosto de 1974 o Panathlon Club São Paulo, fazendo dele seu sacerdócio e seu messiânico objetivo de vida.
Ao olhar meu amigo e irmão repousando, entre flores e inúmeras coroas enviadas por admiradores e entidades várias; vestindo seu indefectível paletó com o emblema olímpico com o qual cobriu jornalisticamente várias Olimpíadas; ostentando a gravata do Panathlon e coberto com a bandeira do clube, não pude conter as lágrimas de tristeza por ter agora de suportar sua ausência física, mas também de alegria por entender que foi alguém que viveu intensamente deixando um legado invejável e cujas realizações jamais serão esquecidas.
Ali sob a luz mortiça de duas velas, divaguei mais uma vez lembrando de um aniversário no mês de julho, há quatorze anos no sítio, quando Nicolini recebeu o diagnóstico de um câncer na garganta. Enquanto os acordes da música do Guilherme espalhavam-se por entre os convidados e o vento balouçava as folhas das árvores, Henrique colocou as mãos em meu ombro e saímos andando solitariamente enquanto ele orgulhosamente me descrevia as árvores frutíferas que com o seu inato capricho cultivava. De permeio ia me dizendo de sua preocupação com a doença e da possibilidade de ali um ano não mais estar conosco. Eu apenas lhe disse que deveria aguardar com serenidade a cirurgia e que não era ele quem iria decidir e apontando o dedo para o alto lhe disse: há alguém lá encima que define nosso destino. Ele então me abraçou e disse obrigado Tidinho. E assim esse ciclo continuou até que findasse no dia 14 de agosto de 2017.
Mas mais uma vez quis o destino que estivéssemos juntos compartilhando as coisas do Panathlon. Pela primeira vez Nicolini não pode estar presente à festa de aniversário do Clube. Ele então escreveu uma breve mensagem que li na noite festiva na qual me pedia para falar sobre a fundação de nosso clube. O que fiz foi tecer breves comentários mas enfatizando que ele era o único dos onze fundadores ainda entre nós. Ele a tudo ouviu no leito do hospital e mandou me agradecer. Mal sabia eu que este seria um último e emblemático momento em que ele ausente fisicamente ainda assim estava participando do magno evento panathlético. Finalmente no domingo a noite ele solicitou a uma de suas filhas que convocasse todos os membros da diretoria para uma reunião na segunda feira dia 14 de agosto. E assim como bom empreendedor que viveu até o último minuto de sua vida, todos nós nos curvamos ante nosso líder e essa reunião foi simbolicamente realizada durante a tarde com todos os panathletas presentes o reverenciando. Adeus querido amigo sua obra se perpetua.

ARISTIDES ALMEIDA ROCHA

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